Friday, February 17, 2006

Éra uma Vez...


À muito tempo atrás, numa terriola perto de entroncamento, três criancinhas andavam a guardar cabresto por entre verdejantes colinas empregnadas de primavera. O Sol brilhava, sobre a relva, que era de um verde resplandecente, e as flores de primavera estendiam-se numa paleta de vida múlticolor, dançando sobre o verde felpudo da relva, ao som do vento ténue da primavera. Estár ali produzia uma espectacular sensação de leveza de espirito e de comunhão com os elementos.
Os três pequenos pastores, vitimas de exploração infantíl, podiam considerar-se muito felizes por terem a possibilidade de desenvolver as suas funções alí, naquele lugar lindo, o único contra, residia na parca disponibilidade de alimento naquelas paragens, mas isso não os impedia de se alimentarem, pois o trio de pastorinhos à muito que aprendera a comer daquilo que o prado dava.
Uma bela manhã de Maio, por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, como habitualmente faziam, entretinham-se a apanhar miscaros para o almoço, quando para lá da colina mais alta, se deparáram com uma colónia de miscaros gigantes. Tal não foi o regozijo dos petizes, nunca tinham visto nada assim, tanta comida junta.
Tão grandes que eram aqueles primos dos cogumelos eram iguaizinhos aos miscaros normais, mas ampliados ao tamanho de uma cabra pequena, mas a cor, aquela purpura embora nada tivesse que ver com a cor dos outros miscaros, ela cativava e abria o apetite mais do que quelquer goloseima. Foi então que a catraiada decidiu dividir um pelos três. De repente, viram uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo abaixo, outro clarão íluminou o espaço, e viram em cima de um dos cogumelos maiores uma Senhora mais brilhante que o sol. As pernas fraquejavam e nada parava quieto á sua volta, a cabeça nem a sentiam, e tudo aquilo de que se lembrassem tornava-se realidade por segundos e depois desaparecia e não cabiam em si próprios de tanta alegria e bem estár.
Cái a noite naquele prado e os catraios acordam. - As cabras caralho?- perguntou o Chiquinho virando-se para a irmã e para a prima. As duas raparigas tinham a cara lavada em lagrimas
- "fodestzias" todas! seu porco! - respondeu a prima Lulu.
- E agora elas fujiram! Não podemos ir para casa sem o cabresto! Oh meu Deus que vai ser de nós? - Disse a jacinta, irmã mais nova de Chiquinho, olhando desesperadamente para lado nenhum.
-Foda-se que broa fixe! - Disse o Chiquinho.
-Fixe?! Achas fixe termos ficado a dormir a tarde toda? achas fixe termos perdido o gado todo?!
Gritou a Lulu, deixando transparecer toda a sua indignação. - Temos que fazer qualquer coisa! já sei, vamos queimar aqueles miscaros do demónio, e dizer na aldeia que fomos salvos por uma santa!
Os três concordaram com a idea da Lulu.
Chegados á aldeia contaram a estória da santa que falou com eles. E para as pessoas não estarem sempre a perguntar o que foi que falaram com a santa, eles disseram que era segredo absoluto. e assim se safaram de uma valente tareia.
No dia seguinte, os habitantes da aldeia convenceram jacinta a conduzi-los ao local da suposta aparição. E é no preciso momento em que o Chiquinho está a puxar fogo aos miscaros alucinogénicos, aparece a jacinta com a aldeia toda atrás. Ficou toda a gente a olhar para a fogueira á espera da santa... até que... lá vem a puta da broa dos Cogumelos.
Foi uma jarda colectiva com uma aldeia em peso á volta de uma fogueira que queima cogumelos alucinogenicos gigantes!
É narural que tenham visto o "sol, assemelhando-se a um disco de prata que podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra".

2 Comments:

Anonymous Anonymous said...

Com Deus não se brinca.O senhor vai para o inferno.Deus tenha piedade de si.É um sacrilégio dizer que a irmã Lucia era drogada.Arrependa-se.Ainda vai a tempo de se redimir e entregar a sua alma ao Senhor.Deus é amor.Deus é salvação.Arrependa-se dos seus pecados que deve ter muitos.

3:36 PM, February 17, 2006  
Blogger Porfirio Rubirosa said...

Caro leitor se por algum motivo, estiver a considerar alguma especie de represália, por favor poupe o carro com que eu ando pois é emprestado e não me pertence! obrigado

9:59 AM, February 20, 2006  

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